Plataforma Portuguesa de Artes Performativas: PT. 23

PORTUGUESE PLATFORM FOR PERFORMING ARTS: PT. 23

PLATAFORMA PORTUGUESA DE ARTES PERFORMATIVAS: PT. 23

A 8.ª edição da Plataforma Portuguesa de Artes Performativas já tem uma data oficial e irá decorrer de 6 a 10 de junho de 2023, em Montemor-o-Novo. Nestes cinco dias, programadores, curadores, diretores artísticos e responsáveis por festivais e/ou teatros terão a oportunidade de assistir a alguns dos trabalhos mais interessantes, criados nos últimos dois anos em Portugal, nas áreas da dança, teatro e performance, e selecionados por um júri altamente qualificado.

ESTES SÃO OS PRIMEIROS PROJETOS SELECIONADOS PARA A PT. 23!

André e. Teodósio. © Alípio Padilha
© Alípio Padilha

André e. Teodósio
com INFO MANÍACO

André e. Teodósio é uma figura central do teatro português e um dos membros do Teatro Praga. É também um performer dotado de incrível fisicalidade e, em INFO MANÍACO, conhecemos um ator em cena que fala sobre si próprio, revelando tudo ao mesmo tempo que revela ser tudo menos ele próprio. Para isso, recorre ao repertório das suas experiências: poemas, coreografias, receitas, histórias e poções mágicas, bem como a uma espécie de glossário retrospectivo do trabalho do Teatro Praga. INFO MANÍACO é um manual de guerrilha para os nossos tempos, uma apologia do estar-em-relação, um espetáculo que pensa em tudo para conseguir dar e ocupar espaço e tempo. E, em segredo, saberemos que nada sabemos mas que o Tudo sabe tudo sobre nós.

Bernardo Chatillon. © Max Rosenhein
© Max Rosenhein

Bernardo Chatillon
com Reindeer Age #1

Bernardo Chatillon é um artista bastante peculiar no panorama português. Com uma vasta e diversificada formação técnica e artística – do circo, ao teatro e à dança – estreou-se como ator profissional em 2006, foi ator residente no Teatro Nacional D. Maria em meados dos anos 2010 e, posteriormente, viveu em Berlim onde trabalhou com artistas como Meg Stuart, Jeremy Wade, entre outros. Regressado recentemente a Portugal, encontra-se actualmente radicado numa pequena aldeia do interior de Portugal, onde desenvolve o seu trabalho. Com Reindeer Age #1, Bernardo apresenta-nos “uma viagem suspensa que se aloja no corpo, em torno de noções de tempo, estruturas e linhas de texto em movimento, que explora situações inacabadas, dúvidas e novos começos para revelar e comunicar algo que já existe , algo que está por vir (…)” De notar, nesta bela e sensível peça, a sua capacidade de utilizar referências autobiográficas e elementos cenográficos que à primeira vista podem parecer banais, remodelando-os, mostrando que cada gesto, cada palavra, cada salto, cada olhar, cada respiração, em determinado contexto, é um mundo que pode ser transformado.

Carincur. © Eugenia Wasylczenko
© Eugenia Wasylczenko

Carincur
com Echoes from a Liquid Memory

Carincur é um dos nomes mais recentes na cena artística lisboeta, cujo trabalho é conhecido por cruzar diferentes campos tais como a performance, o som, e as artes visuais e digitais. Com uma linguagem apelativa e uma abordagem singular nas suas peças, Carincur cria frequentemente peças sensoriais e imersivas, colaborando também enquanto performer e designer de som em trabalhos de outres artistas portugueses. Echoes from a Liquid Memory é uma peça trandisciplinar onde a composição musical é levada aos limites das suas possibilidades através da manipulação e processamento do som e imagem digitais propagados através da água. Esta ação cria um novo universo, um novo ecossistema, onde as interações de matéria orgânica e não-orgânica produzem mudanças no ambiente, enquanto físico e digital coexistem numa narrativa abstracta. Esta peça foca-se na fragmentação da memória, espaço, tempo e, consequentemente, reflecte-se na memória volátil da existência do ser humano.

Daniel Matos. © Espelho em Chamas
© Espelho em Chamas

Daniel Matos
com VÄRA

Um dos principais artistas emergentes na cena da dança contemporânea em Portugal, Daniel Matos é conhecido pelas suas coreografias arriscadas, sofisticadas e fisicamente intensas, muitas vezes trabalhando com intérpretes particularmente vigorosos. Apesar da sua idade, a sua linguagem é extraordinariamente madura e rigorosa, tendo a capacidade de combinar a energia e a ambição muitas vezes associadas à juventude, com a acuidade poética mais comumente encontrada em artistas mais experientes. A peça mais recente de Daniel, VÄRA, é um objeto coreográfico que surge de uma urgência de encontro entre corpos. Em palco, sete corpos habitam um espaço envolto em plásticos, evocando a exposição de carne num matadouro. É aí que eles procuram e potenciam a tentativa de diálogo através da repetição, acumulando erros e amplificando o confronto com a realidade de cada um.

Diana Niepce. © Alípio Padilha
© Alípio Padilha

Diana Niepce
com O Outro Lado da Dança

Diana Niepce é uma das mais notáveis artistas da dança contemporânea portuguesa. É coreógrafa, bailarina, investigadora e escritora, conhecida pelo seu trabalho desafiador, sensível, inovador e extremamente rigoroso, onde expande radicalmente os limites do corpo, do movimento e da própria dança. Depois de Anda, Diana (2020), a sua peça anterior em que retrata o seu processo de recuperação enquanto bailarina após um acidente que a deixou tetraplégica, Diana apresenta-nos agora O Outro Lado da Dança, uma coreografia ousada, violenta e sofisticada, que usa as aparentes fragilidades do corpo como elemento de poder e superação, dando visibilidade e força a discursos historicamente marginalizados.

Gaya de Medeiros. © José Fernandes
© José Fernandes

Gaya de Medeiros
com BAqUE — Contorno do Gosto

Gaya de Medeiros é uma jovem coreógrafa e bailarina de grande talento, tendo fundado a BRABA.plataforma com o objetivo de fomentar e viabilizar ações criativas direccionadas e protagonizadas por pessoas trans/não-binárias. Recentemente, foi uma das 20 artistas selecionadas para a última edição do Festival Spring Forward, da Aerowaves. Interessada em investigar sobre as intersecções entre a palavra e o corpo, o privado e o público, o íntimo e o social, Gaya questiona o lugar do teatro nos dias de hoje. Em BAqUE, um coletivo de corpos trans em celebração, num ritual de afetos e fábulas, experimenta-se uma utopia onde todos os corpos são iguais e onde já não existe género, nem outros factores que nos diferenciem. Diante disso, este coletivo propõe-se a (re)narrar o mundo e as relações que nos conectam com a existência: falar de tudo o que sentimos vibrar na vida e de tudo que nos faz parar de vibrar nela. Um espetáculo-concerto que busca responder à pergunta: e se o meu corpo não viesse antes de mim, eu falaria sobre o quê?

Gio Lourenço. © Sofia Berberan
© Sofia Berberan

Gio Lourenço
com Boca Fala Tropa

Gio Lourenço é um ator e bailarino talentoso e versátil, nascido em Angola, que vive e trabalha em Portugal. Para além do seu trabalho enquanto bailarino e ator de cinema e teatro, também cria peças originais, seja em vídeo ou em performance. O mais recente trabalho de Gio, Boca Fala Tropa, é uma performance híbrida que mistura texto, dança, vídeo e som, propondo um novo olhar sobre a história do Kuduro – um género musical e de dança que emergiu em Luanda durante a guerra civil na década de 1990 – e as suas trajetórias entre Angola e Portugal. Partilhando o palco com o rapper e designer de som Xullaji, ambos criam uma atmosfera forte e distintiva, potenciando de forma singular a relação entre a natureza evocativa do texto e a composição coreográfica e musical.

Keyla Brasil. © Danny - Universe of Photos
© Danny – Universe of Photos

Keyla Brasil
com Meu Profano Corpo Santo

Keyla Brasil foi recentemente a protagonista de uma das ações mais relevantes realizadas nos palcos portugueses nos últimos anos. Keyla interrompeu um espetáculo num dos principais teatros de Lisboa, protestando contra uma situação transfake que teve lugar nessa peça, reivindicando dignidade e igualdade no acesso a oportunidades profissionais para artistas trans. Através deste episódio, Keyla causou agitação na comunidade artística e na sociedade portuguesa em geral, algo que está definitivamente a contribuir para uma maior reflexão sobre arte, teatro, performance, trabalho, discriminação e vida. Keyla tem uma sólida formação em teatro e performance de rua, tendo também lecionado no Brasil e conduzido processos artísticos em prisões e favelas. Meu Profano Corpo Santo – peça de Keyla que será apresentada na PT. 23 – é uma performance poderosa que aborda insurreições de corpo e género através da mimese da própria vida da artista.

Marco da Silva Ferreira ©
© Marco da Silva Ferreira

Marco da Silva Ferreira
com C A R C A Ç A

Marco da Siva Ferreira, notável coreógrafo com uma linguagem entusiasmante e inovadora, é também uma figura chave na nova geração da dança contemporânea portuguesa. Apresentará, na PT.23, o seu mais recente trabalho, C A R C A Ç A, uma peça poderosa para um grupo de 10 intérpretes e 2 músicos ao vivo, utilizando a dança como instrumento de pesquisa de comunidade, de construção da identidade colectiva, de memória e de cristalização cultural. Partem de um familiar trabalho de pés, desde o clubbing, a balls e a trabalho de estúdio, para abordar danças padronizadas e imutáveis do folclore que herdaram e agora revistam. Como é que alguém decide esquecer e tornar-se uma memória? Qual é o papel das identidades individuais na construção de uma comunidade? Qual é a sua força motriz?

Mário Coelho. © Alípio Padilha
© Alípio Padilha

Mário Coelho
com I’M STILL EXCITED!

Mário Coelho é um dos artistas mais talentosos e prolíficos da nova geração de encenadores portugueses. As suas peças são geralmente velozes, intensas, ressonantes, vibrantes e repletas de operações dramatúrgicas ricas e complexas. É também conhecido por trabalhar continuadamente com vários performers extraordinariamente talentoses e virtuoses. A performance I’M STILL EXCITED!, uma história de “rapaz conhece rapariga” e “rapariga conhece rapaz”, é uma peça sobre o fim de uma relação entre duas pessoas, tendo como pano de fundo uma festa que é também um ensaio de teatro. Mário refere que esta peça assume-se como um objeto íntimo, duro, cru e profundamente pop.

Piny. G RITO. © Pedro Jafuno
© Pedro Jafuno

Piny
com .G RITO

Piny é actualmente uma das artistas mais ousadas e potentes a trabalhar na dança contemporânea portuguesa. Com um leque alargado de influências na sua obra, como a arquitetura, a cenografia, o clubbing ou as danças urbanas, africanas e orientais, é conhecida pela abordagem desafiante e provocadora a ideias como a descolonização do corpo feminino, o erotismo, o desejo, o prazer e a dor. Com um elenco exclusivamente feminino, Piny apresenta a sua mais recente peça de grupo, .G RITO, sobre a qual refere: “Cruzamos tradições, rituais rurais com rituais urbanos, rituais privados e públicos, tantas vezes proibidos, sabendo que o que fazemos e o que somos nos condenaria à morte em muitos países.”

Rogério Nuno Costa. © Luísa Cativo
© Luísa Cativo

Rogério Nuno Costa
com Missed-en-Abîme

Rogério Nuno Costa é um performance-maker, encenador, ator, dramaturgo, investigador, professor, curador e escritor português que vive em Helsínquia, na Finlândia, mas que trabalha regularmente em Portugal. Pode ser considerado um dos artistas mais críticos no campo das artes performativas portuguesas, apresentando frequentemente espetáculos que desestabilizam radicalmente o sistema dominante, criticando severamente a arte do nosso tempo, onde se coloca como um observador que, enquanto observa, está a fazer. Missed-en-Abîme, o mais recente espectáculo de Rogério, apresenta-se ao público com um texto que mereceria ser afixado em todas as portas de todos os teatros, ao mesmo tempo que deveria ser dito, lá dentro, a cada espectador. Uma desarmante “psicobiografia de um herói perdedor” – o artista, como um dos mais importantes statements sobre o estado da arte nos últimos tempos.

Tânia Carvalho. © Rui Palma
© Rui Palma

Tânia Carvalho
com Versa-Vice

Tânia Carvalho, uma referência na dança contemporânea portuguesa, tem uma linguagem distinta e um sentido de profundidade único traduzido em obras que desafiam a classificação e que primam pela composição. A nossa plataforma apresentará a sua nova criação, Versa-Vice, que estreou em Paris na Bienal du Val du Marne, em Março. Sobre a peça, Tânia escreve: “Eu não tenho ideias concretas acerca do meu trabalho. Nestes tempos em que se tende a explicar o que quer que seja de forma racional, é difícil para mim encontrar uma forma de defender o meu trabalho e de escrever sobre ele. Tento não usar a mente mais do que uso outros sentidos. A mente é só uma pequena parte do jogo. Tento abrir o coração ao que desconheço em mim. Desta forma aproximo-me de tudo o que existe, e acho que assim chego mais perto do meu propósito de ser artista nesta vida.”

Para este novo projeto com nove intérpretes, Tânia, que é também uma excelente compositora, irá tocar ao vivo composições originais suas.

Tita Maravilha & Cigarra. © Ana Viotti
© Ana Viotti

Tita Maravilha & Cigarra
com Trypas Corassão – A Ópera

Tita Maravilha é uma artista brasileira inovadora cujas obras transgressoras, divergentes, provocativas e inteligentes têm explodido a cena underground lisboeta nos últimos anos. Ela trabalha principalmente em teatro, performance e música, misturando elementos e cruzando fronteiras para alcançar uma linguagem híbrida e envolvente. Em colaboração com Cigarra, DJ e artista audiovisual brasileira que desempenhou um papel importante na efervescente cena underground em São Paulo, elas apresentam Trypas Corassão – A Ópera, um teatro-concerto que é também um projeto político-artístico-estético, consistindo numa criação híbrida focada na estética pós-romântica e superdramática, onde o teatro se torna a base para esbater as fronteiras entre as artes, utilizando a performance e os recursos musicais como possibilidades cénicas.

Vânia Doutel Vaz. © Patrícia Black
© Patrícia Black

Vânia Doutel Vaz
com O Elefante no Meio da Sala

Vânia Doutel Vaz é uma bailarina e coreógrafa angolana nascida em Portugal. Como artista freelancer trabalhou com vários artistas e coreógrafos e integrou diversas companhias de dança e teatro, nacionais e internacionais. A última peça de Vânia, O Elefante no Meio da Sala, é uma proposta crítica, contundente e sofisticada sobre as expectativas das estruturas de poder em relação aos artistas, elaborada com um texto carregado de humor e ironia, e com um divertido conjunto de recursos composicionais e um execução técnica irrepreensível. Com este trabalho, Vânia Doutel Vaz prova, mais uma vez, que é uma artista de enorme talento, com uma abordagem à dança contemporânea muito singular e incisiva.

Victor de Oliveira. © Joana Linda
© Joana Linda

Victor de Oliveira
com Limbo

Victor de Oliveira é um ator, autor e diretor experiente e altamente qualificado que vive em Paris e que, recentemente, atuou em alguns dos principais palcos da Europa. Nascido em Moçambique, viveu a sua juventude em Portugal e começou a sua carreira em teatro em Lisboa, tendo posteriormente frequentado o Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique, em Paris. Na sua peça mais recente, Limbo, Victor questiona os horrores da colonização e as políticas da hierarquização racial, procurando compreender qual a posição que pessoas afrodescendentes ocupam atualmente nas antigas potências coloniais europeias. A partir de um trabalho tocante e extremamente rigoroso, Victor aborda as origens e a história da sua família, compondo um mosaico de memórias pessoais, factos históricos, colonialismo, escravatura e eventos atuais.

Xana Novais. © José Caldeira
© José Caldeira

Xana Novais
com Como Matar Mulheres Nuas

Xana Novais é uma artista jovem, intensa e controversa, que usa o próprio corpo para explorar e questionar os limites da obra de arte e as fronteiras entre ficção e realidade. Nesta peça de grupo – Como Matar Mulheres Nuas – Xana tenta “perceber como consegue evitar que a sua obra morra, criando para si mesma um espaço seguro peculiar, uma performance que leva a refletir sobre a possibilidade de se marcar verdadeiramente com uma prática artística, desta vez não apenas no seu corpo, mas também nos corpos das intérpretes.” Nesta peça, Xana também questiona as noções de eficácia e expectativa, juntamente com um virtuoso grupo de performers, uma tatuadora e um eloquente trabalho de vídeo.

MAIS INFORMAÇÕES PARA PROGRAMADORES, CURADORES E DIRETORES

Se és programador e/ou curador e gostarias de saber mais sobre a PT. 23, contacta por favor a nossa equipa. Iremos responder com a maior brevidade possível.

Sónia Cabecinhas
pt.platform@oespacodotempo.pt

O NOSSO JÚRI

Ana Rocha

ANA ROCHA

Ana Rocha (Porto, 1982) foi produtora de artes visuais e artes performativas. É curadora, coreógrafa, artista e dramaturga. Tem trabalhado no campo cultural e artístico enquanto freelancer independente ao longo de 21 anos. Trabalha em mediação cultural e programação (TAMANHO M, XXATENEUXXI’19, Cultura em Expansão (2019 to 2022), To School Out of School’19 \ Colectivos Pláka, TanzKongress’19, ViaAberta\Mid Summers Night Dream’19, CURADURA’21, Set-Up’21, A Casa de Sibila’22, entre outros), colaborando com organizações informais pelas artes, coletivos artísticos e instituições públicas. Ana colabora ainda enquanto consultora freelance de artes performativas em diferentes contextos e disciplinas, para artistas e estruturas como a Sekoia e Bela Associação, Braga’27 ECC, entre outros.

Cláudia Galhós

CLÁUDIA GALHÓS

Cláudia Galhós (Lisboa, 1972) escreve sobre cultura em geral, artes performativas e dança para jornais desde 1994, em publicações como BLITZ, O Independente, Público, Jornal de Letras, Mouvement, Visão, entre outros. Escreve sobre artes performativas para o Expresso desde 2005. Para a televisão, foi editora do magazine cultural semanal sobre cultura “AGORA” e Palcos AGORA (RTP2 (2012 a 2015) e editora do suplemento semanal «Artes de Palco», do programa «Magazine» (RTP2, 2004 a 2006). Foi editora e autora do livro “There is nothing that is beyond your imagination” (2015, no âmbito da rede europeia “Imagine 2020 – Art and Climate Change”, que reúne 10 teatros europeus, liderada pelo Kaaitheater, em Bruxelas).

Cristina Planas Leitão

CRISTINA PLANAS LEITÃO

Licenciada em Dança Contemporânea pela ArtEZ (BA) , Arnhem (NL), 2006. Em Julho 2022, assume a Direção Artística Interina do Departamento de Artes Performativas  da ÁGORA – Empresa Municipal do Porto (Teatro Municipal do Porto, DDD – Festival Dias da Dança, CAMPUS Paulo Cunha e Silva) e em Fevereiro 2023, assumirá a co-Direção Artística do mesmo Departamento, juntamente com Drew Klein. Como programadora de artes performativas, destaca a sua colaboração com o DAP, sob Direção Artística de Tiago Guedes, e onde integra a equipa de programação das temporadas regulares do TMP (a partir de 2019), do Festival DDD desde a edição de 2020 e do CAMPUS Paulo Cunha e Silva desenvolvendo o seu projeto artístico e missão desde a sua abertura em 2021. Foi coordenadora executiva da edição 2019 do Festival DDD. A sua prática curatorial agregadora está focada no desenvolvimento de formatos de criação sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado no meio das artes performativas.

Francisco Frazão

FRANCISCO FRAZÃO

Francisco Frazão é o diretor artístico do Teatro do Bairro Alto, o novo teatro de cidade em Lisboa dedicado a projetos experimentais, emergentes e internacionais. Até ao momento, o TBA já apresentou os projetos de Gob Squad, Tim Crouch, Tania El Khoury, Federico León, Alessandro Sciarroni e nora chipaumire, entre outros, apresento também em coprodução artistas locais como Cão Solteiro, David Marques, Welket Bungué e Raquel Castro. De 2004 a 2017, Francisco foi programador de tetro na Culturgest. Trabalhou também como tradutor e dramaturgo (particularmente para a companhia de teatro Artistas Unidos), e escreveu e conduziu aulas e seminários sobre teatro, cinema e literatura.

Maria João Guardão

MARIA JOÃO GUARDÃO

Maria João Guardão é realizadora de cinema e jornalista. Nasceu em Moçambique e vive em Lisboa. Enquanto jornalista cultural trabalha/ou para vários jornais, revistas, canais de televisão e projectos editoriais e online, bem comopara o Teatro Nacional D. Maria II. Realizou filmes em diferentes formatos. NADA PODE FICAR, a sua primeira longa-metragem documental, recebeu o prémio Best FirstTime Feature Filmaker (Berlin Art Film Festival, 2022).

Nádia Yracema

NÁDIA YRACEMA

Nasceu a 3 de Julho em Luanda, Angola. Inicia a sua formação e atividade no teatro Universitário, TEUC. Paralelamente frequentou a licenciatura de Direito na Universidade de Coimbra. Ingressou em 2012 na ESTC –  Ramo actores. Após conclusão da formação académica tem trabalhado frequentemente como atriz e encenadora. Tem uma participação activa em vários organismos sociais que promovem o trabalho colaborativo nas áreas do cinema, teatro e performance. Em 2019, juntamente com Cleo Diára e Isabél Zuaa, foi vencedora da bolsa Amélia Rey Colaço e co-criou o projeto AURORA NEGRA.

Odete

ODETE

Odete é uma artista multidisciplinar que trabalha entre as áreas da música, artes visuais, escrita, performance e teatro, nascida no Porto em 1995. Os seus artigos já foram publicados na revista Trains e Tranfeminist Zine, entre outras. As suas performances foram apresentadas no Teatro São Luiz (Lisboa), Festival CTM (Berlim), BOCA Bienal de Arte Contemporânea, Museu MAAT (Lisboa), Galeria Municipal do Porto (Porto) e Teatro Municipal Campo Alegre (Porto). Em 2020, recebeu o Prémio ReXform de artes cénicas, do qual resultou o projeto On Revelations and Muddy Becomings, no qual o seu primeiro livro se baseia.

Patrícia Portela

PATRÍCIA PORTELA

Patrícia Portela (1974). Autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica. Estudou cenografia e dramaturgia do espaço em Lisboa e em Utrecht, onde completou o mestrado em artes. Estudou cinema em Ebeltoft no European Film College, na Dinamarca, e tem um mestrado em Filosofia pela Universidade de Leuven, na Bélgica. É um dos membros fundadores da associação cultural Prado desde 2003 e curadora das edições coletivas Prado desde 2008. Patrícia Portela escreve crónicas para o Jornal de Letras, Jornal do Centro e Coffeepaste. Foi diretora artística do Teatro Viriato de março de 2020 a fevereiro de 2022.

Pedro Barreiro

PEDRO BARREIRO

Pedro Barreiro é o novo director artístico do Espaço do Tempo. É um artista que tem desenvolvido inúmeros trabalhos como encenador, actor, criador cénico, dramaturgista, produtor, programador e curador. Tem-se interessado, nos últimos anos e entre outras coisas, pelo pensamento sobre os actos performativos como geradores poéticos, pela experimentação sobre as convenções constituintes das formas teatrais e por estratégias de desmantelamento de sistemas hegemónicos na arte contemporânea. Foi diretor artístico do Teatro Sá da Bandeira, em Santarém (2015-2017) e colaborou com o Teatro Praga como gestor e programador da Rua das Gaivotas 6 (2019-2022). É artista associado do Cão Solteiro, desde 2020.

Pedro Penim

PEDRO PENIM

Nascido em Lisboa (1975), Pedro Penim é diretor, ator e dramaturgo. Com uma licenciatura em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e um mestrado em Gestão Cultural pelo ISCTE, em 1995 fundou o coletivo Teatro Praga, uma companhia emblemática dedicada à criação literária contemporânea em Portugal. É também fundador do espaço cultural Rua das Gaivotas6, em Lisboa, um projeto que acolhe criações de artistas emergentes. O trabalho de Pedro Penim – que se estende às áreas da programação, tradução e ensino – já foi apresentado em vários festivais ao longo do território português, bem como em vários trabalhos na Europa, América do Sul, Ásia e Médio Oriente.

Rui Horta

RUI HORTA

Rui Horta começou a dançar aos 17 anos para o Ballet da Gulbenkian. Estudou, ensinou e atuou em Nova Iorque durante vários anos. Em 1990 fundou o S.O.A.P Dance Theater Frankfurt, onde criou, ao longo de sete anos, seis projetos que percorreram o muno inteiro. De 1998 a 2000, trabalhou em Munique, no Muffathalle, onde criou “Bones & Oceans”, “Zeitraum” e “Blindspot”. Em agosto de 2000, regressou a Portugal (Montemor-o-Novo), onde fundou o centro multidisciplinar de pesquisa e criação O Espaço do Tempo.

Rui Torrinha

RUI TORRINHA

Rui Torrinha é o atual diretor artístico o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e Artes Performativas. Dirige festivais internacionais como o GUIdance, Westway Lab e Gil Vicente, cobrindo vários campos artísticos como a dança contemporânea, a música e o teatro. Dirige também o plano de apoio ao processo de criação de artes performativas ligado ao CCVF e ao Centro de Criação de Cardoso (CCC) na forma de coproduções e residências artísticas. Tem sido o coordenador principal, em nome de A Oficina, de vários projetos da UE (ex: INES, ETEP, AEROWAVES) e redes nacionais. Em 2012, Torrinha foi escolhida como um dos membros da equipa de programação artística de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

Tânia Guerreiro

TÂNIA GUERREIRO

Tânia Guerreiro trabalhou em várias áreas de produção, cinema, artes visuais e festivais, tais como o Festival Atlântico, Temps d’Images, Alkantara, Casa d’Os Dias da Água, O Som e A Fúria, ZDB, Jangada de Pedra, onde trabalhou na produção, gestão, angariação de fundos e desenvolvimento de projetos europeus e comunicação. Criou o projeto Self-Mistake em 2019, onde promove a criação artística num contexto de experimentação e risco, nas áreas da dança e performance contemporânea. Apoia e promove artistas emergentes com bolsas, monitorizando e apoiando o seu trabalho através do programa da Self-Mistake.