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TEMOS E NÃO SABEMOS > Sábado 11 julho

Julho 11

PROGRAMA CONFERÊNCIAS

10h00 > Café e Jornais

11h00>13h00 Ciência e Tecnologia, novos desafios em contexto pós-Covid.19
Uma geração em marcha que não pode parar, hoje um património imaterial do país e uma oportunidade de desenvolvimento ímpar. Os nossos laboratórios de investigação e a sua competitividade internacional. Como responder aos desafios da comunidade científica, rentabilizando os investimentos do passado e projetando o sector para o futuro. Ciência básica, ciência aplicada e ligação às empresas. A capacidade tecnológica instalada e os nossos clusters tecnológicos – como apoiar e promover uma área que é um viveiro de jovens empreendedores e com um enorme potencial por cumprir. O papel das universidades na criação de conhecimento e massa crítica, em articulação com os clusters empresariais de inovação. Portugal e os desafios da sociedade digital.

Convidados
MÓNICA BETTENCOURT-DIAS / bioquímica, cientista, Directora do Instituto Gulbenkian de Ciência
ANTÓNIO CÂMARA / engenheiro, empresário, professor universitário na Universidade Nova de Lisboa
VÍTOR CARDOSO / cientista, físico do Centro de Astrofísica e Gravitação do Instituto Superior Técnico

 

17h00>19h00 O papel da Cultura e dos nossos criadores, em paradigma de mudança
A afirmação cultural de um país que, não obstante os limitados apoios na cultura e a sua pequena escala, consegue projetar-se internacionalmente de uma forma notável. O nosso idioma, a cultura e as relações Lusófonas. O acesso democrático à fruição da cultura. As limitações do nosso modelo centralizado de apoios. A importância dos cine-teatros recuperados nas nossas cidades do interior como pólos de desenvolvimento de massa crítica ao serviço da fixação das populações. A Cultura como chave num futuro de literacia tecnológica e iniciativa, onde cada um se terá que reinventar várias vezes ao longo da vida. A articulação da Cultura com a Educação. A sobrevivência do sector cultural em contexto de distanciamento social.

Convidados
CAPICUA (AKA ANA MATOS FERNANDES) / rapper,  socióloga, cronista e pensadora
PAULA GARCIA / programadora, coordenadora da Equipa de Missão da candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027
JOHN ROMÃO / encenador, curador e produtor cultural, director artístico da BOCA bienal

ACTIVIDADES EXTRA

Actividades de entrada livre apenas para o público das Conferências. 
Necessária inscrição prévia. Lotação limitada. 

15h45 Visita ao Montado do Freixo do Meio com Alfredo Sendim e Sven Johannsen
2 Grupos. Lotação: 12 pessoas / grupo. Duração: 1h aprox.
Uma visita livre com inspiração no Montado, dirigida a todos os que querem aprender na natureza, mergulhar na fauna e flora do Alentejo e saber mais sobre o funcionamento dos ecossistemas. Uma aula aberta sobre a agricultura multifuncional que praticamos na nossa cooperativa, que tem como objectivo principal sensibilizar para a sustentabilidade através dos princípios da agroecologia. Com os guias Alfredo Sendim e Sven Johannsen.

21h45 Performance ao ar livre “Musculus” por Beatriz Dias
Duração: 30 minutos aprox.

À procura do ser ancestral, da voz antiga e do carácter primitivo do corpo num lugar de suspensão e de embate com o tempo. Como evocar a mulher ancestral no século XXI?

“Em MUSCULUS Beatriz Dias leva-nos para um lugar ancestral habitado por uma misteriosa criatura, uma mulher animal, um ser erótico e poderoso, um grito do outro lado do tempo, um corpo saído da terra. Um interpretação magistral num solo apoiado por uma excelente música e sonoplastia ao vivo de Miguel Lucas Mendes.” (Rui Horta, O Espaço do Tempo)

Conceito & Performance: Beatriz Dias.
Música e Sonoplastia ao Vivo: Miguel Lucas Mendes
Desenho e Operação de Luz: André de Campos
Esculturas Cenográficas: André de Campos
Produção: Produção d’Fusão / Patrícia Soares & Filipe Metelo
Apoio à criação e à residência artística na Companhia Olga Roriz no âmbito do projeto Interferências. Performance estreada no Festival Interferências.

BIOGRAFIAS ORADORES

MÓNICA BETTENCOURT-DIAS
Bioquímica, cientista, Directora do Instituto Gulbenkian de Ciência
Mónica Bettencourt-Dias nasceu em Lisboa. Desde cedo dizia que gostaria de fazer investigação científica, primeiro na física e depois na biologia. Foi campeã nacional de volley e presidente da associação de estudantes na escola secundária Filipa de Lencastre. Fez o curso de bioquímica na FCUL, dentro do qual teve o primeiro contacto com a investigação no ITQB com a professora Helena Santos e Karina Xavier como orientadoras. Entrou depois para o programa de doutoramento da Gulbenkian tendo tido um primeiro ano de aulas em Oeiras que lhe abriram os olhos para a investigação na área da proliferação celular. Fez depois o trabalho prático durante 4 anos da University College London em Londres em regeneração do coração em salamandras. Adorou viver em Londres e as possibilidades na interação científica mas também na cultura. Fez nessa altura um curso de fotografia na Saint Martin School of Arts. Depois mudou-se para Cambridge onde esteve quase 5 anos no Departamento de Genética a estudar a proliferação das células como investigadora associada. Durante os dois primeiros anos fez simultaneamente uma pós-graduação em comunicação de ciência no Birkbeck College em Londres, onde aprendeu a pensar sobre a ciência do ponto de vista da sociologia, filosofia e comunicação. Aprendeu também a escrever comunicados de imprensa e programas de rádio e de televisão. Na sua primeira entrevista para a rádio, sobre o DNA, com alguns dos mais conhecidos cientistas que estão em Cambridge, o seu gravador não funcionou e teve de repetir a entrevista. Em 2006, antes de começar o seu laboratório em Portugal, no Instituto Gulbenkian de Ciência frequentou um curso de 7 semanas nos EUA, em Cape Cod, que lhe abriu muitos contactos para o futuro. No seu curriculum científico destacam-se as bolsas do Conselho Europeu de Investigação (European Research Council, ERC) em 2010 e 2015 e a sua eleição como membro da Organização Europeia de Biologia Molecular (European Molecular Biology Organization – EMBO). A sua equipa estuda a proliferação e movimento celular e como estão atirados em doenças como o cancro. Já formou vários estudantes de doutoramento e de pós-doutoramento de várias nacionalidades no laboratório. É actualmente Directora do Instituto Gulbenkian de Ciência onde além de promover ciência de excelência, também promove a sua ligação à sociedade.

ANTÓNIO CÂMARA
Engenheiro, empresário, professor universitário na Universidade Nova de Lisboa
António Câmara é Professor Catedrático na Universidade Nova de Lisboa. Obteve a Licenciatura no IST (1977), e o PhD em Engenharia Civil em Virginia Tech (1982). Foi Professor Visitante em Cornell University (1988-89) e MIT (1998-99). António Câmara foi pioneiro na investigação de simulação, sistemas de informação geográfica, realidade virtual e aumentada. Tem mais de 200 publicações internacionais, incluindo o livro Environmental Systems, (Oxford University Press, 2002). Foi co-fundador de três empresas listadas internacionalmente: YDX e Ynvisible (listadas em Toronto e Frankfurt) e Azorean (Euronext Paris). Foi ainda co-fundador de The Inventors e Aromni. Antônio Câmara recebeu vinte prémios nacionais e internacionais, destacando-se o Prémio Pessoa em 2006, e uma das Entrepreneurs of the Year Awards da União Europeia em 2008.

VÍTOR CARDOSO
Cientista, físico do Centro de Astrofísica e Gravitação do Instituto Superior Técnico
Vítor Cardoso é Professor Catedrático no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico, onde lidera o Grupo de Gravitação (GRIT) do CENTRA. Os seus interesses de investigação incidem sobre astrofísica e gravitação, em particular ondas gravitacionais e buracos negros e a física do espaço. É autor de um livro e de cerca de 200 artigos publicados em revistas internacionais. A sua investigação foi distinguida duas vezes pelo European Research Council. Em 2015 foi agraciado pelo Presidente da República com a Ordem de Santiago D’Espada, pelas suas contribuições para a ciência. Neste momento, é líder de um consórcio internacional de mais de 30 países e centenas de cientistas, que se dedica ao estudo de ondas gravitacionais e buracos negros. É membro fundador da Sociedade Portuguesa de Relatividade e Gravitação. https://centra.tecnico.ulisboa.pt

 

 

CAPICUA (ANA MATOS FERNANDES)
rapper,  socióloga, cronista e pensadora
Brevemente

PAULA GARCIA
programadora, coordenadora da Equipa de Missão da candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027
Brevemente

JOHN ROMÃO
Encenador, curador e produtor cultural, director artístico da BOCA bienal
John Romão (1984) é encenador, produtor e programador cultural. Dirige os seus espetáculos desde 2002, tendo apresentou o seu trabalho em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Noruega, Eslováquia, Brasil, Argentina e Tailândia. Entre 2006-2017 foi assistente de direção artística do encenador e dramaturgo argentino Rodrigo García e assistiu também a Romeo Castellucci (2010-11), que o convidou para o representar no Festival d’Avignon no projeto “Voyage du Kadmos” (2012). Em teatro, trabalhou com Tania Bruguera, Romeo Castellucci, Rodrigo García, Tiago Rodrigues, Jorge Andrade, Jorge Silva Melo, Silvia Costa, Mariana Tengner Barros, Francisco Salgado, Jean-Paul Bucchieri, entre outros. Recebeu os prémios Almada Terra da Criatividade e, na categoria de Teatro, os Prémios Novos 2014 e Jovens Criadores Nacionais 2012, tendo sido nomeado um dos portugueses mais Inovadores pelo jornal Expresso em 2019. Lecciona, regularmente, como professor convidado na Escola Superior de Teatro e Cinema e na Escola Superior de Dança. É o fundador, diretor artístico e programador da BoCA – Biennial of Contemporary Arts, bienal de artes contemporâneas, que teve edições em 2017 (Lisboa e Porto) e 2019 (Lisboa, Porto e Braga).

Detalhes

Data:
Julho 11
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